Liz Vilas Boas Borges

Natural Beauty: “it’s time to CARE

O ano era 2017, o céu azul e as árvores floridas eram características da maioria dos dias naquela época do ano. Em meio ao burburinho da hora mais movimentada de um restaurante em São Paulo, duas amigas compartilhavam sobre as insatisfações com suas carreiras e a vontade de encontrar um propósito que representasse tudo o que elas acreditavam e já tinham passado ao longo dos anos, quando uma delas compartilhou um projeto que havia pensado meses antes, de uma marca que transformaria suas vidas. Foi dessa forma que imaginei esse momento quando, ao responder as perguntas desta entrevista, Patricia Camargo compartilhou como a sociedade com Luciana Navarro e a Care Natural Beauty nasceu. “Ela se encantou, topou o desafio e como que num passe de mágica ela sugeriu o nome CARE, totalmente relacionado com tudo o que nós duas acreditamos: CUIDAR”.

Apesar de ter sido verdadeiramente criada nesse momento, a CARE Natural Beauty deve seu primeiro esboço desenhado após Patricia se deparar com a dicotomia entre seus princípios, tudo aquilo que ela acreditava e seu trabalho como advogada de uma multinacional de cosméticos. Ver de perto os malefícios que as toxinas, materiais derivados de petróleo e metais pesados causavam não somente para os seres humanos, mas também para a natureza, fez com que ela se interessasse pelo movimento de beleza limpa, “foi nesse momento que eu passei a repensar a minha forma de consumir beleza e me encantar cada vez mais pelo mercado de beleza natural, com ingredientes orgânicos e com uma cadeia 100% sustentável”. Assim nasceram os primeiros rascunhos do plano de negócios que daria origem a CARE.

Luciana era sócia de uma produtora de eventos e tinha boa parte de seu tempo ocupado pela maternidade e a vida frenética do dia-a-dia exigidos pela profissão. Em meio a tudo isso ela se viu em um daqueles momentos que se fossem roteiros de filme seriam chamados de travessia do primeiro limiar, onde o herói entra num mundo desconhecido, que representa um momento crucial, de tal modo que o herói não pode voltar atrás. Durante essa jornada ela reavaliou sua vida como um todo e percebeu que precisava se apaixonar de novo pelo o que fazia, “a Lu, que sempre foi muito atenta à saúde, alimentação e wellness, durante a quimioterapia passou a observar também o que passava na pele e valorizar os momentos de autocuidado “selfCARE” fundamentais para seguir em frente neste processo”, compartilha Patricia ao falar sobre a amiga e sócia.

FOTO: Divulgação

Cada uma a sua maneira enxergou em sua vida um espaço que precisava ser preenchido por algo que fosse inspirador e que trouxesse mudança, em si mesma e no outro. E foi com esse sentimento de “a verdadeira mudança começa por mim”, que foram atrás de deixar seu legado no mundo através de uma marca que representasse tudo aquilo que acreditam. Quebrando tabus, reinventando a forma de se consumir beleza e mostrando que é hora de pensarmos nossas escolhas e os impactos socioambientais que elas geram, construíram uma trajetória inspiradora de sucesso. Em 2019 a CARE Natural Beauty foi uma das empresas participantes do programa de aceleração da Sephora, marca de cosméticos francesa, tendo seu projeto escolhido dentre tantos outros do mundo. Sobre essa experiência Patricia dividiu que, “foi uma oportunidade única para crescermos de maneira ainda mais estruturada, aprendermos ainda mais sobre o mercado de beleza e trocarmos experiência com profissionais experientes neste mercado”.

Luciana e Patricia, mesmo após tantas conquistas, sabem que empreender continua sendo um exercício diário e desafiador, uma vez que em um marcado relativamente novo é preciso não só conscientizar os consumidores sobre a performance dos produtos, mas também criar uma nova cultura de consumo. Ao falar sobre dicas para quem quer começar a empreender, Luciana diz que ser resiliente e persistente são características importantes para superar os desafios de comandar o próprio negócio, “só não erra quem não tenta… o medo faz parte do processo como seu aliado na prudência, não como fator limitante”.

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